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edna sampaio falando ao microfone

Edna participa de encontro e caminhada promovidos por Natasha, em Cuiabá

há 14 minutos
3 min de leitura

Por: Neusa Baptista Pinto


A candidata a deputada estadual Edna Sampaio (PT) participou, neste sábado (19), do ato “Uma por todas, todas por nós”, realizado pela candidata a governadora Doutora Natasha (PSD), no Hotel Mato Grosso Palace, em Cuiabá. O encontro reuniu cerca de 300 mulheres e contou com a participação de representantes de movimentos sociais, partidos políticos, entidades sindicais e lideranças comunitárias.


Entre as participantes estavam as candidatas da Federação Brasil da Esperança  (PT, PCdoB e PV), entre elas a candidata a deputada federal Professora Graciele Marques (PCdoB) e mulheres representantes da União da Juventude Socialista (UJS), do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), do Movimento Negro Unificado (MNU), do movimento LGBT, além de lideranças comunitárias e integrantes dos diferentes partidos que compõem a federação.


Também participaram representantes de entidades como o Sindicato dos Psicólogos, do Sindicato dos Trabalhadores da Educação (Sintep), da Economia Solidária, da Secretaria de Mulheres do Partido dos Trabalhadores (PT) e da União Brasileira de Mulheres (UBM).


O encontro teve como tema “Ato em respeito à vida, à dignidade e à representatividade das mato-grossenses” e foi seguido pela Caminhada Onda Rosa, pelas ruas da região central de Cuiabá. 


A programação integra o movimento Onda Rosa, voltado à participação feminina e a discussões sobre representatividade, enfrentamento à violência, autonomia e políticas públicas.


Em sua fala, Natasha afirmou que o encontro não deveria ser visto apenas como um evento de mulheres voltado à campanha eleitoral, mas como um ato de mulheres indignadas com a forma como o Estado de Mato Grosso vem sendo conduzido.


Segundo ela, parte dos responsáveis pela gestão pública desconhece a realidade enfrentada pela população por não vivenciar serviços como postos de saúde e hospitais públicos. 


Ela citou ainda a violência contra as mulheres, afirmando que cerca de 40 mil foram vítimas de violência no estado no ano passado e que 37 mulheres foram assassinadas só em 2026. Também destacou a desigualdade salarial, ao apontar que mulheres recebem cerca de 30% menos que homens pelo mesmo trabalho.


Natasha também destacou as dificuldades econômicas enfrentadas pelas mulheres em Mato Grosso, afirmando que elas convivem com alguns dos aluguéis mais caros do Brasil e com a segunda cesta básica mais cara do país. 


Ela afirmou que existe uma indignação na sociedade com situações como a do ex-governador que é o principal alvo de uma operação da Polícia Federal que investiga um suposto esquema de desvio de mais de R$ 308 milhões em um acordo firmado entre o governo do estado e uma empresa de telefonia. 


Também criticou, sem citar nomes, a participação de homens que praticam violência contra mulheres em atos em defesa da vida das mulheres. 



A candidata a governadora destacou que sua candidatura representa a indignação social vivida pelas mulheres. De acordo com ela,segundo estudos científicos, quando as mulheres estão no poder, há mais atuação pelo bem coletivo, mais transparência  e menos violência contra as mulheres.


“Essa indignação que vocês têm, eu também tenho, e é essa indignação que me traz até aqui. Quando temos mais mulheres no poder, seja no cargo de governadora, de prefeita, ou deputada e vereadoras, há muito menos corrupção, muito mais projetos na área social, muito mais saúde, educação, transporte público, infraestrutura, moradia. As mulheres tratam com muito mais sensibilidade esses projetos”, enfatizou ela. 

“Precisamos de um Estado diferente. E esse Mato Grosso diferente começa votando não só na única mulher candidata governadora, mas em nossas candidatas a deputadas estaduais e federais”, disse.



Edna Sampaio afirmou que se sente muito honrada de ter ao lado dessa construção uma mulher aguerrida como a Dra Natasha e que está nas mãos das mulheres eleger mais mulheres para enfrentar a violência que as atinge em Mato Grosso.



“Somos  a maioria do eleitorado, 51,4%, mas nunca elegemos uma mulher governadora e não elegemos também deputadas estaduais em número representativo. Isso faz com que os nossos governos só olhem para os interesses dos poucos homens que nos governam historicamente. Está na mão de cada mulher, de cada família, mudar essa realidade para que a gente possa ter de fato políticas públicas para as mulheres”, afirmou Edna.

Ao falar sobre as mulheres, ela ressalta que não está fazendo um discurso destinado exclusivamente a elas, porque as mulheres não vivem sozinhas. Elas vivem em famílias, cuidam dos filhos, dos idosos e das pessoas em situação de vulnerabilidade.


Para Edna, em geral, a população acaba historicamente escolhendo  homens para ocupar os espaços de poder e um poder formado apenas por homens não enxerga as mulheres, a juventude e as pessoas mais vulneráveis.


“Precisamos de mulheres decidindo sobre orçamento e sobre políticas públicas para que existam as outras pessoas -  que não apenas os homens de negócios, ricos, bilionários - que têm vivido às custas dos recursos públicos, enquanto as mulheres, as famílias, os jovens, os trabalhadores são deixados de lado”, disse ela.

 
 
 

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