“PT pode perder oportunidade de fortalecer campo progressista”

Atualizado: 1 de fev.



Por: Neusa Baptista Pinto

Da Assessoria


Durante entrevista à rádio Metrópole FM, nesta terça (26), a vereadora Edna Sampaio (PT) avaliou que a posição da direção estadual do partido, que tem adiado a definição dos nomes e chapas para as próximas eleições, pode levar a sigla a perder terreno no Estado justamente num momento de avanço da adesão à esquerda e à candidatura de Lula em Mato Grosso.


“Ao demorar e ao construir de fora para dentro o diálogo com os poderosos, sem armar o partido para aproveitar essa oportunidade, que é única na história, corremos o risco de perder o terreno e a oportunidade de fortalecer um campo progressista em Mato Grosso”, analisou.


Ela destacou a importância da candidaturas de mulheres e afirmou que o fato de ser negra é um diferencial no PT que, em Mato Grosso, nunca elegeu uma mulher negra a cargos estaduais ou federais, mesmo tendo um estatuto que determina que 50% da direção do partido seja composto por mulheres e 30% devem ser negras.


“Esta é uma dívida que o PT tem com as mulheres e com o povo preto e precisa sair apenas do reconhecimento público pra virar realidade: um PT mais negro e de mulheres no poder precisa acontecer na prática.”


Edna justificou a opção de seu grupo político pela candidatura proporcional, diante da falta de interesse do partido em construir a majoritária a partir de seu nome.


“Deixamos nosso nome como opção ao Senado porque avaliamos que é importante o protagonismo do PT. Mas, apesar de nossa disposição, a decisão é do partido, não apenas do meu grupo político. E se as articulações são feitas sem considerar nossa disposição e fora dos espaços partidários, não há como apenas ‘esperar’ porque, de fato, nem sabemos exatamente o que estamos esperando.”