Mandato na reabertura de Centro Pop, política de Lula

Atualizado: 31 de mai.


Após reabertura de centro, população de rua aguarda serviços



Depois da reabertura do Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro Pop), em Cuiabá, nesta segunda-feira (30), os representantes municipais do  Movimento Nacional de População de Rua (MNPR) esperam que sejam efetivados os serviços necessários à melhoria da qualidade de vida desta população que devem ser oferecidos no local e ampliadas as políticas públicas direcionadas a estas pessoas.


Representantes do movimento estiveram na cerimônia de reabertura, juntamente com a assessora do  Mandato Coletivo pela Vida e por Direitos/Vereadora Edna Sampaio (PT), Maristhela Garcia.


O Centro Pop faz parte dos equipamentos previstos na Política Nacional para a População em Situação de Rua, publicada em 2009, durante o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.


Segundo a prefeitura, o local tem capacidade para atender 80 pessoas por dia, de segunda a sexta, com profissionais de serviço social, psicologia, direito, e espaço para higiene pessoal; guarda de pertences e lavanderia, entre outros serviços.


“Entre os moradores de rua, há pessoas que querem se ressocializar e outras não, mas ambas podem ser atendidas. O objetivo principal do trabalho deve ser atender aos que estão mais debilitados, precisando de cuidados médicos, alimentação, documentos, para começar a se ressocializar. Em relação ao contingente de pessoas em situação de rua que se observa aqui na cidade, a estrutura parece ser boa e atender. Esse local tem uma grande probabilidade de dar certo”, disse o representante do MNPR, Vasco Bettini, artista plástico da cidade de São Paulo (SP), que há um ano e meio vive  em situação de rua em Cuiabá.


“Este centro vai ajudar muito as pessoas mais necessitadas que estão nas ruas, que não conseguem ficar nas unidades de albergues, têm problemas psiquiátricos e será muito bom também para quem vem de outros estados e precisa tirar documentos. Esperamos que diminua a população que está nas ruas e será um espaço onde serão trabalhadas diversas demandas dessa população, entre elas cursos profissionalizantes”, disse Camila Alves, representante LGBTQIA+ no MNPR. “É um local muito esperado por nós. Como moradora de rua, sei bem das dificuldades que sofremos quanto a isso.




Acredito neste trabalho do centro POP como uma porta que está se abrindo para esta população tão vulnerável, que se torna invisível. Não somos invisíveis, a verdade é que fecham os olhos para nós”,  disse Rúbia Cristina, coordenadora municipal do Movimento Nacional de População de Rua (MNPR), que chegou a viver mais de 20 anos nesta condição.


Ela lembrou que a reabertura do Centro Pop é resultado da pressão e reivindicação da população de rua organizada.


“Procuro lutar pelas pessoas que passam por aquilo que eu já passei e vejo que o Centro Pop é uma porta que se abre. Agradecemos a vereadora Edna Sampaio, que sempre estendeu a mão para nós e acreditamos na esperança”, destacou.