Edna Sampaio participa de ato em shopping


A vereadora Edna Sampaio esteve entre os participantes de um ato público em protesto contra o racismo que aconteceu no shopping Pantanal, na tarde de sábado (26).



O ato foi organizado pelos movimentos Frente Favela Brasil, Unegro, Movimento Negro Unificado e Repense MT e contou com a presença de cerca de 20 manifestantes, visando evitar aglomerações.


O protesto fez referência ao episódio de racismo que vitimou o funcionário público negro Paulo Arifa, no início do mês de junho. Ele foi acusado de ter roubado um par de sapatos que havia acabado de comprar na loja Studio Z, no shopping, uma situação de humilhação que ganhou destaque na mídia nacional e causou sérias consequências físicas e psicológicas à vítima.


"Por mais que incomode, a sociedade brasileira preicsa endentere de uma vez por otdas: vivemos num país profundamente racista. O caso de Paulo só reforça isso", diz umtrecho do documento.

Os movimentos apontam o racismo como motivação para a agressão a Arifa e pedem respeito aos consumidores negros que frenquentam os establecimentos comerciais.

Os participantes percorreram o shopping e distribuíram um panfleto com uma carta de repúdio à violência contra Paulo Arifa, produzida no Grupo de Trabalho Combate ao Racismo, que compõe o Mandato Coletivo pela Vida e por Direitos.


Durante a caminhada, a vereadora e as lideranças dos movimentos fizeram falas sobre o episódio de racismo, narrando os fatos e destacando a existência de discriminação racial na abordagem e salientando a existência do racismo estrutural na sociedade brasileira. Durante o trajeto, houve declamação de poemas do grupo Rapense MT, que abordam o tema a exclusão social.


Eles também ressaltaram que o shopping não compactua com o racismo e que está sendo elaborada uma campanha em parceria com a direção do estabelecimento para realizar um trabalho educativo sobre o tema.


“O racismo é responsável por não haver tido nenhuma mulher negra no parlamento todo esse tempo, e é responsável também pelas prisões estarem cheias de negros; é responsável pelas mortes da Covid, que hoje 70% dos mortos por Covid-19 são negros”, disse a vereadora.



“Isso não é coincidência, o que leva à morte e à prisão dos corpos negros é a mesma razão que leva um trabalhador dessa loja a confundir um corpo negro com um bandido, com um suspeito e persegui-lo pelo shopping, e humilhá-lo, violentá-lo”.


Durante uma de suas falas, a vereadora destacou que romper com o racismo é uma obrigação ética, principalmente, dos não negros. “Quem inventou o racismo e quem educou nosso ppovo para ser racista foram os brancos que se apropriam do poder na nossa sociedade. Nós estivemos reunidos com a direção desse shopping discutido estratégias de combate ao racismo, porque racismo se combate com educação”, disse ela.