Edna Sampaio e Mandato marcam presença no Grito dos Excluídos


A vereadora Edna Sampaio (PT) e membros do Mandato Coletivo pela Vida e por Direitos participaram, nesta terça (7), do Grito dos Excluídos e Excluídas, com caminhada no bairro Jardim Vitória, em Cuiabá.



“Gritamos pelo fim do governo Bolsonaro, pelo fim do genocídio, da corrupção nas instituições, pela democracia, pela vida e por direitos”, disse a vereadora.

Para ela, nunca foi tão importante ter coragem para empunhar as bandeiras e defender a democracia.

“Havemos de vencer esse governo Bolsonaro, cada vez que cada um e cada uma tiver a coragem de se manifestar para dizer que aqui em Mato Grosso não tem só bolsonarista. E nossa esperança, no sentido freireano de construir a nossa utopia de nos levantarmos, conquistar a autoestima do povo que foi derrotado pelas forças conservadoras, mas mas está vivo, forte e em condições de caminhar. Nossa primavera ainda vai surgir”, disse ela.

A parlamentar também salientou que a derrota na história nunca é para sempre e que a vitória virá junto com a força do povo ocupando as ruas.






“A força do povo que ousa ter esperança num país destruído pela extrema-direita, por um governo que ousa desafiar as instituições democráticas, que não nos representa, que significa a morte, enquanto o que nós queremos é a vida”, disse ela.

“Não tenhamos mais medo de sair às ruas, de empunhar nossas bandeiras, porque são elas - a nossa coragem e a nossa bandeira - que vão derrotar o fascismo”, disse ela.

Verdadeiro patriotismo

A articuladora regional do Grito dos Excluídos, Marilza Schuina, explica que a data tem a simbologia do patriotismo, da busca da unidade da nação, mas o patriotismo verdadeiro só acontece quando todo cidadão e cidadã tem os mesmos direitos e garantias, emprego, renda, moradia etc.

Temos no país uma situação de aumento considerável do desemprego, são 15 milhões de pessoas desempregadas. O Brasil no mapa da fome. A fome hoje é gritante e uma das nossas ações este ano foi arrecadação de cestas básicas para pessoas em situação de rua e sem teto”, disse ela.



“É um preceito constitucional que toda pessoa possa ter acesso à saúde, emprego e moradia. São preceitos constitucionais que, na prática, não estão sendo garantidos. Vivemos uma situação em que a população está sendo cada vez mais empurrada para as margens, alijada de seus direitos e o grito quer trazer mais uma vez à tona essa chamada”, disse ela.

Um dos militantes presentes, o professor Carlos Veggi Atala, analisa que o Brasil vive um momento crítico de sua história, onde se tem um acirramento de forças retrógradas e o fascismo exacerbado, que tem entre suas características retirar todos os direitos conquistados ao longo de muita luta dos trabalhadores.




“É um momento onde temos uma polarização e um fanatismo de extrema-direita. É importante resgatar a inteligência popular, parece que as pessoas não conseguem raciocinar. Como é que pode existir movimento de apoio a uma inflação de 10%, gasolina a 7 reais, desemprego de 15 milhões de pessoas?”, comentou ele.

“Estamos no movimento, como sempre estivemos, vamos resgatar o Brasil. O Brasil tem jeito, temos que voltar a discutir o desenvolvimento, a ciência sem fronteiras, a industrialização e a distribuição de renda”, avaliou.





Para o presidente da CUT, Henrique Lopes, o Grito foi um contraponto aos que pretendem desrespeitar a democracia e que, patrocinados pelo presidente da República, incentivam a desestabilização e o golpe de estado.

“Estar na rua hoje, enquanto movimento social, junto com os movimentos religiosos, é a gente dizer que que esse povo não está sozinho na rua, que nós vamos defender, com unhas e dentes, o direito de ir e vir, o direito à democracia e às instituições democráticas”.