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Edna recebe apoio de co-vereadoras e denuncia violência




Durante a sessão ordinária desta terça-feira (22), a vereadora Edna Sampaio (PT) recebeu o apoio de militantes do Partido dos Trabalhadores e co-vereadores do mandato, que compareceram ao plenário para prestar solidariedade à parlamentar diante da suspensão do processo de cassação de seu mandato.


Eles permaneceram durante toda a sessão portando faixas com as frases “Tô com Edna” e “Edna Sampaio, a força da mulher na Câmara de Vereadores”.



Além das co-vereadoras Simone Lemes, Isabel Farias e Rosalina Estadeus, compareceu também a secretária de mulheres do PT em Mato Grosso, Lígia Viana.

Edna enfatizou que nunca havia presenciado tal nível de violência e execração pública, destacando o racismo presente na situação que vivencia, na qual foi instituído processo na Comissão de Ética com base apenas em uma notícia falsa publicada pela mídia.


“Esse processo foi suspenso porque houve socorro ao pedido da defesa sobre a abusividade do poder de condução de uma Comissão de Ética que não respeitou sequer o Código de Ética”, observou ela.



Ela relatou algumas das irregularidades que caracterizam o cerceamento à defesa, entre elas a dificuldade que sua assessoria jurídica teve para acessar o próprio processo.



“No dia 30, recebi minha primeira notificação em relação ao processo. Mas só consegui acessar os autos, na totalidade, para a minha defesa, no dia 7 de julho, depois que todas as oitivas foram realizadas. Além dessas, outras irregularidades, no âmbito do processo, fizeram com que o juiz declarasse a suspensão, sem ouvir a outra parte, dada a clareza da violência cometida no âmbito processual”, disse.


A parlamentar afirmou que não deseja que seu processo seja conduzido como um caso de exceção, e que espera que a lei seja aplicada e os ritos da Casa seguidos.


Aos críticos de sua postura, afirmou que não quer criar guerra nem conflito com seus pares, mas sim se defender diante da violação de direitos que tem sofrido.


“Não quero nenhum privilégio, pois não estou nem abaixo nem acima da lei e é desta forma que quero ser tratada. Tenho visto muitas reclamações sobre supostas agressões que a vereadora Edna estaria fazendo aos pares. Mas eu é que estou sendo atacada durante todo esse tempo, sem ter tido direito a nenhuma defesa no plenário. A reação de quem está sendo oprimido não pode ser confundida com a violência de quem oprime”.

Edna garantiu ainda que quer virar a página e repactuar a sua presença e a continuidade de sua participação na Câmara. Ela observou que o povo merece uma Casa que represente a diversidade da sociedade, incluindo mulheres e negros.


Para Edna, o atual momento deve ser de aprendizado para todos os vereadores.


“Podemos divergir entre nós, mas não utilizar as instituições e os instrumentos de persecução para fazer uma vingança que não se baseia no fato, na legalidade e no trâmite que orienta a norma legal em nosso país e em nosso município”, disse.


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