Edna discute preços abusivos da conta de água

Atualizado: 14 de out. de 2021



A vereadora Edna Sampaio esteve reunida nesta quarta (13) com o diretor geral da empresa Águas Cuiabá, William Figueiredo, para discutir o reajuste abusivo ocorrido na conta, cujo valor subiu 90% com o acréscimo da cobrança pelo serviço de esgoto.


A vereadora informou que já fez visitas a bairros, entre eles o Jardim Fortaleza, onde moradores relatam dificuldades em quitar seus débitos, já que os valores das contas dobraram ou até triplicaram, e salientou que isso piora ainda mais o contexto de crise econômica que já afeta as famílias.


Segundo ela, o mandato está revisando a legislação municipal sobre a cobrança de esgoto e estudando medidas judiciais em favor da população mais pobre.


“Esse foi o primeiro passo para conhecer melhor a complexidade do processo de terceirização do serviço de água e esgoto de Cuiabá e como podemos, junto com o poder executivo e a agência, renegociar essa tarifa em Cuiabá”, explicou ela.


A Águas Cuiabá se tornou responsável pela concessão do serviço de em 2017, após o rompimento do contrato da prefeitura com outra terceirizada, a empresa CAB Ambiental, a qual seria responsável pela gestão do setor por 30 anos.


A empresa informou que está expandindo o serviço, com aplicação de R$ 1,2 bilhão, e que a cobrança pelo esgoto passará a ser feita nos bairros de acordo com a expansão da rede.

O diretor comentou sobre as medidas que a população pode acessar para reduzir os impactos do custo. Uma delas é a campanha de parcelamento de débitos, que está sendo feita pela companhia, com a retirada dos juros e multas. Outra medida é a tarifa social, que pode ser acessada pela população de baixa renda.


Diante da visita da vereadora, ele se disse disponível para o diálogo sobre a tarifa de água.


“A Águas Cuiabá está de portas abertas para debater e discutir esse assunto tão importante, que é o saneamento básico, nenhuma cidade hoje consegue viver sem o saneamento básico, pois ele é essencial para a qualidade de vida”, disse Figueiredo.


Além disso, em Cuiabá, o aumento das temperaturas fez crescer em 30% o consumo de água e houve queda no volume do rio Cuiabá, o que aumenta o risco de racionamento.


“Muita gente, neste momento, não consegue sequer pôr um prato de comida na mesa, imagina pagar por uma tarifa que está além de sua capacidade financeira”, observou Edna Sampaio.