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Edna defende gratuidade do transporte a pacientes psiquiátricos


Sirley Cristina de Abreu, paciente do CAPsAD, falando na tribuna livre


Pacientes portadores de transtornos mentais e de dependência de drogas denunciaram nesta terça-feira (2) à Câmara a suspensão da gratuidade do transporte coletivo, alertando como isso tem impedido o acesso dessa parcela da população ao tratamento.


Eles contestam a suspensão da lei municipal nº 6.341/2019, que concede a gratuidade, e afirma que a Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob) restringiu os tipos de transtorno contemplados com o cartão transporte e deixou de atender os dependentes de álcool e drogas.


Segundo Sirley Cristina de Abreu, paciente do Centro Integrado de Assistência Psicossocial Álcool e Drogas (CAPsAD), também faltam médicos psiquiatras e remédios nas unidades e mais de 700 usuários do serviço estão sendo prejudicados.


Ela participou do espaço Tribuna Livre da Câmara, a convite da vereadora Edna Sampaio (PT).


“Vim reivindicar para mim e todos os usuários, de quem cortaram o passe livre. Tem quase dois anos que faço tratamento no CAPs e está sendo muito bom e, se cortarem o passe, não tenho condições financeiras para continuar”, disse Sirley.


Edna Sampaio defendeu o direito dos pacientes e de toda a população à mobilidade urbana.


“A política de saúde mental está em frangalhos, especialmente no momento de pandemia, onde as pessoas mais precisam de assistência. [...] Esse é mais um efeito da alta da tarifa de ônibus em Cuiabá, que impede não apenas o ir e vir das pessoas para o trabalho, lazer etc, mas também para procurar ajuda e atendimento médico. Espero que possamos tomar alguma atitude para garantir a estas pessoas o atendimento”, afirmou a vereadora.


A suspensão está afetando toda a população atendida no CAPsAD, nos CAPs Infantil e Adolescer e nas unidades destinadas a tratamento de transtornos nos bairros CPA e centro .


“Mais uma vez parabenizo a vereadora Edna Sampaio por sempre trazer pessoas do povo para a Tribuna. Com certeza, a Câmara irá verificar essa situação, pois a gratuidade é de suma importância e foi questionada também a falta de medicamentos e profissionais tenho certeza que esta Casa vai se posicionar", disse o presidente da Câmara, vereador Juca do Guaraná Filho.



Por: Neusa Baptista Pinto

Assessoria de Comunicação




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