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Edna aprova vice de fora da federação


Victor Ostetti

Durante entrevista ao programa VG no Ar, do site VG Notícias, nesta segunda-feira (25), a vereadora Edna Sampaio (PT) avaliou positivamente o fato de o candidato a vice na chapa do pré-candidato a prefeito Lúdio Cabral não ser da própria federação (PT, PCdoB e PV), destacando que isso significa uma ampliação das possibilidades eleitorais.


“Ainda temos uma etapa a vencer que é a consolidação do nome do candidato a prefeito. É uma situação que precisa ser resolvida. De todo modo, acho interessante que a pré-candidatura a vice não seja da federação, para que possamos ampliar as possibilidades eleitorais", destacou.


"Acho a Natacha um excelente nome. É uma mulher, é da área da saúde também. Eu acho que o grande gargalo do município, que foi tema de debate durante toda essa gestão do prefeito Emanuel, foi exatamente a questão da saúde. Tivemos a intervenção, tivemos péssimos resultados, inclusive durante a pandemia. Mato Grosso foi um dos estados onde mais morreram pessoas pela Covid-19 e isso tem a ver com a forma como a gente organiza o SUS, que, na minha opinião, está de cabeça para baixo”, avaliou.


Ao fazer um balanço do mês de março e da luta das mulheres contra a violência, enfatizou as situação de perseguição que tem sofrido e confirmou que prepara um processo contra o vereador Chico 2000 por quebra de decoro diante dos ataques que que o presidente da Câmara tem feito a ela em plenário. “Ele quer me interditar, me acuar para ficar falando só sobre isso. Eu resisti durante muito tempo. Mas agora eu decidi: se tem uma coisa importante que posso fazer pelas mulheres que querem entrar na política é me defender e combater essa violência”, disse.


Também confirmou ser sua pré-candidatura à reeleição e avaliou que a perseguição política que vem sofrendo é uma tentativa de interditar seu mandato orquestrada por quem tem dificuldade de lidar com uma mulher negra no exercício de um cargo político.


“Não aceito ser interditada. Eu devo isso às mulheres. Eu devo isso para dizer o seguinte: nós não seremos retiradas desse espaço. Nós não aceitaremos a violência política de gênero como instrumento para afastar as mulheres da política. Mulheres negras, mulheres de esquerda. Nós temos o direito de ocupar esse espaço. Nós vamos continuar ocupando. Eu quero muito trazer outras mulheres”, disse.


Ela avaliou que os processos de cassação que enfrenta são uma estratégia para diminuir o poder de articulação e o crescimento da esquerda na capital.

“Venho de uma trajetória de luta, de defesa, de direitos. Minha vida é transparente em relação a tudo que eu faço. Então, claro que é uma estratégia de violência política, de gênero, porque ela visa interditar meu mandato, me silenciar, constranger, humilhar”, disse.


Ela também destacou as irregularidades cometidas na tramitação do novo pedido de cassação de seu mandato, comparando-o à condução dada pela Casa à Comissão Processante que julgará os atos do prefeito Emanuel Pinheiro, apontando a tentativa de beneficiar o chefe do executivo municipal.


“Esse novo pedido foi feito ilegalmente, pois a Câmara já realizou o processo de minha cassação, não o fez no prazo de 90 dias e ele foi anulado pela Justiça. Cometeu uma série de irregularidades que não me permitiram ampla defesa, produziu um espetáculo na mídia contra mim”, afirmou.


“Veja a diferença. Nós fizemos já duas reuniões da Comissão Processante que julgará o prefeito. A primeira reunião da Comissão Processante não foi sequer transmitida pelos canais oficiais e nem disponibilizada posteriormente. No processo de cassação do meu mandato, todas as sessões foram transmitidas e espetacularizadas, a própria Comissão foi para a mídia falar, me incriminar”, criticou.

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