“Brasileiros não querem golpe, querem democracia”, diz Edna Sampaio




Na sessão ordinária desta quinta-feira (9) na Câmara Municipal de Cuiabá, a vereadora Edna Sampaio (PT) avaliou que o movimento de apoio ao presidente Jair Bolsonaro e as manifestações realizadas na última terça (7) não traduzem o anseio da maioria do povo brasileiro e destacou o risco que representa a des


truição das instituições democráticas para a soberania nacional, a qual poderá pôr o país sob a mira da disputa entre duas potências internacionais, os Estados Unidos e a China.


“Aqui nesta casa, no Estado e no Brasil, tem resistência e eu quero representar essa resistência. Os antidemocratas não sairão vitoriosos desse processo golpista. O Brasil e os brasileiros não querem golpe, ditadura, querem democracia, liberdade, dignidade, o direito de comer, trabalhar e receber seus salários. Abaixo os detratores da democracia”, disse.

Para a parlamentar, está se repetindo no Brasil o que se deu na Europa, no começo do século 20, com o nazismo, uma variação do fascismo e tem entre suas características, além do autoritarismo e do militarismo, a irracionalidade como estratégia de adesão.


Ela analisou que o país vive um fascismo nazista preconceituoso, racista e que ataca não apenas as instituições democráticas, mas os grupos sociais em situação de vulnerabilidade, como os negros, as pessoas LGBT, os indígenas, “pessoas abandonadas por um sistema excludente especialmente composto por homens brancos que vão com seus carros caros fazer manifestações contra as instituições democráticas”, comentou.



A parlamentar lembrou os impactos da ausência de políticas públicas sobre os pobres, que, por exemplo, foram os mais excluídos do ensino superior.


“O Enem de 2021 rompe uma trajetória de exclusão de estudantes negros e pobres do ensino superior. Desde 2009 as inscrições mostravam o aumento da participação destes grupos nas universidades e hoje tivemos um decréscimo fantástico de exclusão destas pessoas”, disse ela.