“É preciso controlar a disseminação do vírus na Câmara”, diz Edna Sampaio


Nesta terça-feira (31), na Câmara Municipal, a vereadora Edna Sampaio (PT) defendeu projeto de resolução de sua autoria que pede a testagem sorológica semanal dos servidores da Casa, inclusive os assintomáticos, para a detecção da Covid-19.


O projeto foi apresentado em maio pela parlamentar. Nesta terça, ele foi aprovado, porém, com emenda de autoria da mesa diretora, com uma alteração na redação que restringe o teste aos trabalhadores com sintomas e que trabalhem presencialmente.


A Câmara conta hoje com 80 servidores efetivos e 420 comissionados.


Para a vereadora, a emenda descaracteriza o objetivo do projeto, que é combate à disseminação do coronavirus. “Já temos teste RT-PCR, feito sempre quando alguém apresenta sintomas. O espírito do nosso projeto é, justamente, superar essa limitação, que faz com que a contaminação não seja controlada. Cerca de 40% das pessoas que contraíram Covid são assintomáticas”, alertou ela.


Edna Sampaio alertou que o surgimento de novas variantes do vírus deriva da falta de controle da contaminação. Para a parlamentar, não se trata de questão orçamentária, mas, como de costume, economia e saúde pública foram erroneamente tidas como contraditórias no debate público.


Essa restrição da testagem foi aprovada pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) e pela Comissão de Fiscalização e Acompanhamento da Execução Orçamentária, esta última sob o argumento de que haveria impacto sobre o orçamento da Casa.

“O SUS já dispõe de condições de fazer esses testes e nada impede que esta Casa articule com a prefeitura para, inclusive, ampliar essa experiência de testagem”, argumentou.

Edna Sampaio salientou que as medidas são necessárias para manter as atividades presenciais na Câmara, atendendo aos critérios de biossegurança da Organização Mundial de Saúde (OMS).


“É uma pena que o projeto que eu trouxe com o objetivo de contribuir para o controle da transmissão, nos permitindo trabalhar presencialmente, seja revogado por uma emenda da mesa diretora que o descaracteriza. Nossa intenção é garantir a biossegurança dos trabalhadores”, disse ela.


“A testagem precisa ser feita para que possamos continuar com as sessões presenciais sem oferecer risco".