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Seletivo na educação: Edna pedirá extensão do prazo





A vereadora Edna Sampaio (PT) disse que vai se reunir ainda nesta terça-feira (20) com a Secretaria Municipal de Educação para cobrar providências sobre a situação dos profissionais prejudicados no processo seletivo promovido pela pasta no mês de novembro.


Profissionais Técnicos de Desenvolvimento Infantil (TDI) e professores compareceram à Câmara nesta terça para denunciar diversos problemas e irregularidades ocorridos no certame, que foi executado pelo Instituto Nacional de Seleções e Concursos (Selecon).


Elas denunciaram a falta de critérios no processo de pontuação, no qual a formação de nível médio em Magistério (que até já foi extinta) contou pontos e a formação em Pedagogia foi desconsiderada. Com isso, profissionais graduados, capacitados e experientes ficaram com baixa pontuação ou até zero na classificação.


Também há casos de profissionais com ambas as formações que pontuaram e outros não, e de pessoas que obtiveram pontuação apenas com o diploma de Magistério. As profissionais entraram com recurso contra o certame, afirmando que o edital está sendo descumprido, já que aceitava tanto profissionais formados em Magistério quanto em Pedagogia para o preenchimento das vagas.


Em uma reunião realizada nesta segunda-feira (19) entre os manifestantes e a Secretaria Municipal de Educação, ficou acertado que será entregue à titular da pasta uma uma planilha detalhando a situação de cada profissional para que seja resolvido caso a caso.


“O edital diz que teria que ser graduada em Pedagogia ou em Magistério, sendo que o Magistério foi extinto no dia 26 de dezembro de 2011 em Cuiabá. Apenas algumas cidades ainda aceitam o Magistério. Estou há sete anos na rede e deveria ter alcançado 130 pontos, mas cheguei somente a 55”, disse a Técnica de Desenvolvimento Infantil, Marilucy França da Cunha. “Não aceitaram a minha graduação em Pedagogia, nem meus contratos de experiência, que são da própria Secretaria de Educação, e pediram para a gente recorrer. Fizemos isso e eles continuam dizendo que não aceitam Pedagogia. Isso não pode ficar assim, temos até o dia 29 para correr atrás”.


Ela citou o caso de colegas com mais de 10 anos de experiência na rede, cuja pontuação está zerada. Segundo as profissionais, situações irregulares envolvendo os seletivos feitos pela Prefeitura se repetem todos os anos. Elas cobram uma posição da Selecon e pedem que o seletivo seja anulado caso não seja possível fazer as correções.

“Trabalho há cinco anos como TDI e acho um absurdo fazer um processo seletivo e não ser chamada. Isso aconteceu comigo em 2021, não fui chamada. Fiquei em 47º lugar, eles chamaram até o 22º e mais ninguém. Não fomos chamados para trabalhar e nossa classificação foi boa. Para onde foram essas vagas?”, questionou a TDI, Janaina Rosana da Anunciação Bezerra.


A vereadora informou que já encaminhou à secretária o pedido de reunião para solicitar que o prazo de andamento do edital referente ao certame, que se encerra no próximo dia 29, seja dilatado para que os profissionais possam reencaminhar os documentos que, segundo o executivo, teriam sido danificados no interior de seu sistema.


"Irei pedir a prorrogação, dilatação do prazo para que todos possam submeter os documentos novamente e que possam regularizar essa situação. Em primeiro lugar, precisamos tentar o diálogo. Sei que não é fácil ser professora da educação infantil concursada, imagina quando se tem que correr atrás de um direito, diante da necessidade que a administração pública tem de professores. Não podemos permitir que um seletivo prejudique uma categoria já humilhada pela falta de concursos públicos e de condições dignas de trabalho”, disse Edna Sampaio.

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