"LGBTQIAFobia ” é tema de live



Por Neusa Baptista Pinto



LGBTFQIAFobia é a rejeição ou ódio do agressor em relação à vítima motivada pelo fato de ela ser LGBTQIA+ (lésbica, gay, bissexual, transexual, queer, intersexo ou assexual).


A discriminação contra essa parcela da população e as políticas públicas necessárias para atender às suas demandas estarão em debate nesta quarta-feira (16), às 19 horas, na live "LGBTQIAFobia é crime! ”, promovida pela vereadora Edna Sampaio (PT) e pelo Grupo de Trabalho Políticas LGBTQIA+, que compõe Mandato Coletivo pela Vida e por Direitos.

O evento acontecerá on-line, com transmissão pelas redes sociais da vereadora e reunirá lideranças importantes do movimento em Mato Grosso e no país.


Entre elas, Symmy Larrat, mulher trans e presidenta da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Intersexos (ABGLT), que desde 1995, promove ações de valorização da cidadania e dos direitos LGBTs.


Também participam a secretária nacional LGBT do PT e Militante da Rede Afro LGBT, Janaina Oliveira; a presidente da Comissão de Diversidade Sexual da OAB-MT, Kamila Michiko, e a representante do Conselho Municipal de Atenção à Diversidade Sexual e coordenadora da Ong Livremente, Josi Marconi.


A mesa contará ainda com a jornalista e advogada Luciana Menoli; a vereadora e fundadora do Coletivo de Mulheres Negras de Cáceres, Mazéh Silva, e o secretário LGBT do PT-MT, Thiago Oliveira.


Na mediação, a vereadora Edna Sampaio e Clóvis Arantes, co-vereador do mandato e um dos pioneiros do movimento em Mato Grosso.


O objetivo é debater a promoção da qualidade de vida da população LGBTQIA+ e a luta contra a violência. Dados do Grupo Estadual de Combate aos Crimes de Homofobia (GECCH), da Secretaria Estadual de Segurança Pública relativos ao período de 2011 a 2020, apontam que os crimes de homofobia subiram de 15 registros, em 2011, para 22, no ano seguinte. Em 2013, foram 40 registros e, em 2014, eles caíram para 21.


Em 2015, foram registrados 45 crimes de homofobia, número que aumentou para 69, em 2016 e para 114, em 2017. Em 2018, foram 116 registros; em 2019, 139 e, no ano passado, 276. Em uma década, 857 ocorrências.


Por meio do GT Políticas LGBTQIA+, os movimentos sociais têm discutido com a vereadora algumas de suas demandas, entre elas a criação de uma coordenadoria LGBT na estrutura do executivo, e de um centro de referência para atendimento a este público.