Eu apoio o PT Solidário


A campanha de doação de alimentos do Mandato Coletivo pela Vida e por Direitos está atraindo, além das doações ocasionais, também o apoio de colaboradores que se comprometeram a ajudar de maneira mais frequente, entre eles muitos co-vereadores do mandato. Em ambos os casos, a recompensa é mútua.



A professora aposentada Cleanil Fátima Araújo Bastos aponta a doação como um ato político necessário em uma sociedade marcada pela tentativa de esconder a miséria e tornar invisíveis os famintos. “Não temos como cruzar os braços diante do descaso das três esferas do Executivo. Sei que é pouco, mas é o que podemos realizar. Agir em prol do outro nos humaniza, despertando sentimentos fraternais”.


Agir em prol do outro nos humaniza.


Para o ator Sandro Lucose, outro doador da campanha, o cenário de disputas entre países em torno da vacina e da pandemia mostra que é preciso que as pessoas se unam, pois, dias mais difíceis estão por vir, e a ajuda pode ser dada de diferentes formas.


“Tinha uma esperança de que os países que criassem a vacina fossem, de fato, ajudassem os que têm menos condições de se proteger, pois, uma vez protegendo os outros, todos ficam protegidos”, disse. “Mas nestes tempos de guerra, onde os ricos ficam cada vez mais ricos, temos que estender a mão, ajudar. Quem não tem condições, pode ajudar levando uma palavra, um conselho”.



Segundo o auditor fiscal do trabalho, Amarildo Borges, que também participa como doador, historicamente a classe trabalhadora é sempre a mais abalada pelas crises dos setores produtivos e a proteção ao trabalhador tem sofrido grandes golpes, sendo o principal deles a reforma trabalhista de 2017, mas a condição de pandemia agravou o quadro.


A pandemia radicalizou as perdas de direitos.

“A pandemia radicalizou as perdas de direitos que já vinham ocorrendo. A crise econômica que se abateu sobre o Brasil e a maioria dos países por causa da pandemia levou ao aumento da informalidade, da miséria, isso é visível nas ruas. O estado de vulnerabilidade da classe trabalhadora aumentou radicalmente”, disse ele.


“O momento exige a união daqueles que podem ajudar nessa campanha solidária. De fato, esse papel é primordialmente do poder público, que deveria criar uma renda básica suficiente para a população vulnerável. Mas a inoperância dos governantes de plantão é patente, exigindo de nós iniciativas como essa”.