Edna vê movimento de maior autonomia e destaca confiança no trabalho da Comissão de Acompanhamento

Votação de comissão processante


Após votação do pedido de instauração da Comissão Processante contra o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) na Câmara Municipal, que foi rejeitado por 13 votos a 10, nesta terça (30), a vereadora Edna Sampaio (PT) considerou um avanço que 10 vereadores tenham sido favoráveis à instauração da CP e identificou nisso um sinal de mudança na correlação de forças no legislativo.


“Pela primeira vez, a Casa fez a sua política. Isso significa que está havendo um reposicionamento dos vereadores e nós esperamos que isso funcione para os próximos passos que precisamos dar. A Câmara precisa ser independente, cumprir com sua obrigação e dar resposta à população cuiabana”, disse.

Votaram pelo sim, os vereadores Demilson Nogueira (PP), Diego Guimarães e Tenente Coronel Paccola (Cidadania), Dilemário Alencar (Podemos), Eduardo Magalhães (Republicanos), Pastor Jefferson (PSD), Sargento Joelson (SD), Sargento Vidal (PROS), Michely Alencar (DEM) e Robinson Cireia (PT), suplente da vereadora Edna Sampaio.

A parlamentar ponderou sobre a influência da decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) que autorizou o retorno de Pinheiro à prefeitura, na última sexta (26), sobre a votação de hoje, mas ressaltou a pequena diferença entre os dois grupos votantes.

“Claro que isso teve impacto, mas vejo com muita esperança a posição dos vereadores. Foi a maior marca que atingimos. Isso mostra o descolamento dos vereadores da base em relação ao executivo. Significa que há esperança sim, que temos uma margem para trabalhar com independência, cumprindo o papel institucional”, disse ela.

A parlamentar atribuiu o resultado à solidez da fundamentação de seu pedido e salientou o quanto isso valoriza e ratifica o trabalho institucional feito pela Comissão de Acompanhamento.

“Valeu muito a pena a nossa insistência em fazer o devido processo legal, consubstanciar o nosso pedido com base nos autos, nos processos, nas ações que já correm no judiciário”, analisou.

"Considero um resultado muito positivo. É a primeira vez que vemos um movimento de maior autonomia dos vereadores em relação ao executivo. Significa que temos espaço para discutir o papel desta Casa e o comprometimento dos vereadores”, disse ela.

“A votação demonstrou que temos abertura e diálogo com os vereadores para fazer com que este governo seja bom para a população cuiabana”.


Suplente


Durante sua fala, o suplente, Robinson Cireia, destacou que o uso político indevido dos cargos públicos, frisando a luta do partido pela valorização do serviço público, e contra a reforma administrativa proposta pelo governo federal, cujas alterações propostas vão regulamentar as irregularidades que ensejaram o processo contra o prefeito.

“Nós, do PT, somos pela acusação do prefeito. Nossas posições colocadas em público são bem claras. Está claro que há um jogo de manipulação do poder por meio de cargos, vamos votar por isso, mas queremos também avaliar a disposição da Câmara em fazer a luta por concurso público”, disse ele.

“É isso que defendemos, que os servidores públicos não sejam indicação de vereadores, que possam trabalhar na saúde pública como deve ser feito”, disse ele.