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Edna vê ação de organização criminosa e cobra preservação do patrimônio


Por: Neusa Baptista Pinto

Assessoria de comunicação



Durante a sessão ordinária desta quinta-feira (20), a vereadora Edna Sampaio (PT) disse que visitou esta manhã as obras embargadas pela Secretaria de Ordem Pública em três residências ao lado da ‘Escadaria do Beco Alto’, no Centro de Histórico de Cuiabá, e que, diante de seu tamanho avantajado e do fato de serem executadas à vista de todos e por longo período, sem interferência da Justiça, para ela, existe uma organização criminosa envolvida na ação.


As obras foram embargadas na sexta-feira (14) por suposta exploração ilegal de garimpo, crimes ambientais, exploração de mão-de-obra de moradores em situação de rua e depredação de casarões tombados como patrimônio histórico.


Segundo os moradores da região, durante a noite e aos finais de semana, caminhões ‘deixam’ o local carregados de terra e entulho. No local, foram encontradas muitas pedras que são grandes obstáculos para a passagem de pedestres nas calçadas.


Edna disse que vai propor uma audiência pública com a presença do poder executivo para discutir o tema.

Ela esteve acompanhada de moradores no local, onde apontou a destruição de prédios centenários, a retirada de bancos e paralelepípedos, a derrubada de diversas casas e a condenação de outras, devido às escavações.

A parlamentar salientou que, segundo os moradores, as escavações vêm acontecendo há 10 anos e residentes do local estão sendo ameaçados pelo proprietário para não atrapalhá-las, inclusive com a participação de agentes públicos.


“Não sei por que razão nem de onde vem isso, mas sei que essa situação é criminosa e envolve ‘peixe grande’. Não é um João Ninguém que foi lá e destruiu o patrimônio histórico. Tem gente por detrás disso dando guarida para essa pessoa”, disse.



Presidente da Comissão de Cultura e Patrimônio Histórico da Câmara, ela avalia que esta é uma oportunidade para a sociedade cuiabana discutir o tema.


“Essa é uma área riquíssima, tombada pelo Iphan [Instituto Patrimônio Histórico Artístico Nacional], um sítio arqueológico, o que dá a certificação de que somos uma cidade histórica, com um patrimônio que interessa não só à sociedade cuiabana, mas ao país”, destacou.

“Nosso estado e nossa capital estão se tornando uma terra sem lei, onde qualquer um munido de uma arma se sente autorizado a ameaçar cidadãos pobres, que precisam garantir a sua vida e o poder público não consegue deter essa situação de banditismo”.

A vereadora solicitou às autoridades competentes as informações sobre o caso para analisar o processo de denúncia, onde há mais de 40 boletins de ocorrência dos moradores contra o proprietário dos três casarões, Cláudio Campos Araújo, o qual já foi notificado várias vezes pelo Iphan para que cumpra um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC).

“Não tem ajuste de conduta nenhum a ser feito, pois o que está acontecendo ali é um crime contra a cidadania cuiabana e contra o patrimônio nacional, portanto um crime municipal, estadual e federal, sobre o qual precisam ser tomadas medidas urgentes”, disse ela.


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