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Lançamento de campanha contra violência política




Com a presença das ministras das Mulheres, Aparecida Gonçalves, e da Igualdade Racial, Anielle Franco, a Câmara dos Deputados lançou nesta terça-feira (28) a quarta edição da campanha de combate à violência política contra mulheres. A vereadora Edna Sampaio (PT) esteve presente à cerimônia, em Brasília (DF), a qual contou com autoridades como a deputada Maria do Rosário (PT-RS) e o presidente da Câmara, Arthur Lira.


Segundo Edna Sampaio, houve crescimento de 13% para 18% na presença de mulheres na Câmara Federal e também aumento da participação delas nas Câmaras municipais e Assembleias legislativas e, com isso, a questão começou a ganhar maior proporção, com várias situações de agressão, cassações de mandato, ameaças etc. a candidatas e mandatárias.


“Tudo isso mostra a necessidade de enfrenar a questão da violência política de gênero, que é mais uma das expressões da violência de gênero. Do mesmo modo que as mulheres são violentadas em suas casas, são assassinadas pelos seus parceiros, também são violentadas nos espaços em que ocupam posição de poder, tanto no processo de construção de suas candidaturas, quanto no exercício de seu mandato”, disse ela.


A parlamentar está em Brasília desde sexta-feira (24) e protocolou junto aos ministérios de Igualdade Racial, Justiça, Mulheres e Direitos Humanos um dossiê com informações sobre os ataques que tem sofrido na capital.


Entre os documentos está a queixa-crime protocolada este mês junto à Polícia Federal, onde ela denuncia o vereador por violência política de gênero, diante dos ataques feitos por ele com notícias falsas sobre a exoneração da ex-chefe de gabinete.


Outra queixa-crime, de 2021, protocolada junto à 8ª Vara Criminal de Cuiabá, denuncia-o por injúria racial diante das ofensas e da comparação feita por ele entre Edna Sampaio e a cantora Karol Conká.


Edna lembra que o Brasil é um dos países mais desiguais em termos de participação das mulheres na política e que muitas delas não identificam a violência política de gênero quando ela ocorre.



“Muitas mulheres acham que a política é assim mesmo, que é assim mesmo que se faz, e se naturaliza isso. Mas, na verdade, a mulher está sendo vítima. A violência política de gênero é a forma pela qual os adversários atacam a honra, desestabilizam e produzem adoecimento nas mulheres e podem chegar a interditá-las e afastá-las da política”, afirmou.


Durante a passagem por Brasília, a vereadora também se reuniu com a titular da Secretaria Nacional de Ações de Relações Institucionais, Ações Temáticas e Participação Política, Carmen Foro (foto).


“O lançamento dessa campanha foi um momento muito importante, que marca o enfrentamento a um tipo de violência que, até a pouquíssimo tempo, não tínhamos ainda tipificado em lei, mas que agora já temos um instrumento para bani-la da política e dos espaços de poder”.


“Foi um evento de peso para discutir um tema difícil. Muitas vezes, a violência é praticada sem ser compreendida como tal e isso dificulta ainda mais o enfrentamento”, disse ela.


O lançamento da campanha contou com a presença também de participantes do “Encontro de Parlamentares Petistas”, e de parlamentares de várias partes do país.

Durante o lançamento da campanha, promovida pela Secretaria da Mulher, foi lançado um livreto sobre o assunto, chamado "O que é Violência Política contra a Mulher?".

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