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Edna defende vinculação do orçamento da Unemat à receita



Durante visita aos municípios do Vale do Guaporé esta semana, a vereadora e candidata a deputada estadual Edna Sampaio (PT) defendeu a retomada da vinculação orçamentária da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) à receita corrente líquida do Estado, que foi suspensa pelo STF em 2019, em resposta a uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) ajuizada pelo governador Mauro Mendes.


“Isso põe a Unemat em situação de extrema vulnerabilidade. O novo governo é quem decidirá quanto de recurso será destinado ao financiamento da Unemat, pois esse valor está apenas no orçamento anual do estado e não como obrigação constitucional. Ele pode variar de acordo com a visão que o governo tenha da universidade. Isso pode impedir novos investimentos e levar à descontinuidade das ações”, disse ela.


Professora da Unemat há 28 anos, ela está nesta sexta-feira (16) em atividades de campanha com apoiadores de Pontes e Lacerda, onde há um campus da instituição, defendendo a assistência estudantil, o fortalecimento das carreiras de técnicos e professores e a realização de concurso público.

“A universidade não sobrevive enquanto tal sem profissionais de carreira que se dediquem ao ensino, seja como técnicos ou como docentes. Formar um docente e garantir qualidade leva tempo, não somente em estudo, mas em experiência. É preciso ter carreiras para desenvolver políticas de fortalecimento e qualificação destes profissionais”, disse ela.

Edna apontou a carência de um parlamentar que represente a classe trabalhadora da região do Vale do Guaporé e relembrou sua longa trajetória de luta para que a Universidade ganhasse qualidade e infraestrutura, salientando que fortalecer a universidade é garantir o direito à educação da população e isso impacta o município.


“A remuneração de quem tem um curso superior pode chegar a ser até vinte vezes superior à de quem não tem. Estudar é também uma questão de renda, de reposicionamento social, mobilidade, melhoria das condições de vida das famílias”, disse .



“Estive no campus e dá para perceber a dificuldade que os alunos têm para se manter. Muitos chegam até sem se alimentar, muitos precisam pegar ônibus vindos de outras cidades. É muito importante ter uma política de assistência que garanta alimentação, bolsas de permanência”, salientou.


“Perdemos muitos alunos durante a pandemia, por conta da redução da renda familiar. São pautas importantes que dizem respeito não somente à Unemat, mas ao município”.



Mulheres na política



Segundo a vereadora, o Brasil é o país que menos inclui as mulheres na política no mundo, mesmo que elas representem mais de 53% da população e metade do eleitorado no país. Para compreender essa exclusão, é preciso entender o contexto social.


“A mulher precisa dividir a militância, o trabalho político, com as tarefas domésticas, a educação dos filhos. Além disso, a maioria absoluta delas trabalha fora. No espaço da política eleitoral, isso é ainda mais complicado”, disse ela.


Para ela, a ausência de mulheres nos espaços da política traz uma insensibilidade da política para as demandas e necessidades mais urgentes da população.



“Enquanto as mulheres não tiverem condições de igualdade na divisão de trabalho, garantia de remuneração igualitária, é muito difícil que entrem na política. Por isso, é tão importante que elas possam entrar e permanecer. Precisamos mudar a política, com a presença das mulheres, para que ela possa ser mais acolhedora a elas”.






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