Edna dá início a projeto de horta agroecológica no Planalto


A vereadora Edna Sampaio (PT) participou, neste sábado (4), no bairro Planalto, do mutirão de limpeza do terreno onde será instalada a primeira horta agroecológica urbana do projeto “Semear”, que prevê ações de educação ambiental e de incentivo à criação de hortas em quintais como medida de combate à fome e geração de renda.



O projeto é apoiado pela Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional (FASE) por meio do edital “Cidades Amazônicas: Floresta Viva em Movimento” e receberá R$ 150 mil provenientes de emenda de autoria da parlamentar.




A horta será cultivada no terreno do Instituto de Recuperação, Proteção e Amparo à Mulher Dependente Química do Estado de. Mato Grosso (IRPAMDEQ) e terá como beneficiários diretos as 300 mulheres, 150 homens e 150 crianças atendidos no local, incentivando o cultivo de hortaliças, plantas medicinais e ornamentais.



A ação é desenvolvida por ela em parceria com o Movimento das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Morhan), o Movimento de População de Rua (MNPR) e a Associação de Defesa dos Haitianos Imigrantes e Migrantes em Mato Grosso (ADHIMI-MT).


A adubação e o plantio serão executados em parceria com o projeto Quintais Possíveis, de Várzea Grande, ação coordenada pela educadora Evanilda Maria Ramos dos Santos.


O aprendizado se dará por meio da troca de sua experiência de quase 10 anos investindo no cultivo de variados tipos de plantas em seu próprio quintal, juntamente com o esposo, Nilton César da Silva.


Além de aprender o cultivo, os participantes também são incentivados à reflexão. Eles recebem um diário onde devem registrar suas reflexões, observações e ideias sobre o tema.


“O objetivo é que isso transforme a vida deles, no sentido de entenderem que fazem parte do meio ambiente, no espaço quem que estiverem”, disse Evanilda.



“A principal vantagem é contribuir para a segurança alimentar, para compreender o alimento que se consome e, a partir da venda do excedente, poder gerar renda para comprar outras coisas. Outro benefício é a saúde mental, sendo uma fonte de terapia a partir do contato com a terra e que, para as mulheres, vem também do fato de descobrirem o quanto elas trazem recursos para suas famílias através da economia gerada pela horta”.


Para Edna, a ação incentiva e promove o empoderamento feminino.


“As mulheres são o esteio da família. Se conseguimos levá-las a ter a condição de ter mais autonomia, empoderamento, se afirmar como pessoas, donas de suas próprias vidas, melhora-se a vida de toda a família. Quando se fala em mulheres, fala-se da estrutura familiar”, disse.

Pessoas atendidas


Ao todo, 220 famílias dos bairros Planalto, Doutor Fábio, Altos da Serra, Novo Horizonte, Itamaraty, Novo Mato Grosso e Vila Rosa estão cadastradas no IRPAMDEQ.


“Essa horta abre um leque muito grande de possibilidades. Estou vendo que será muito bom para a comunidade e também para nós, da coordenação, que também vamos poder aprender e ajudar ao próximo com os alimentos que sairão daqui. Isso contribui para que essas pessoas mudem de vida, pois, participando da horta, estarão fazendo uma terapia emocional, sentindo-se úteis ao fazer o serviço. Vai empoderar muito a mulher, pois ela vai ter de onde tirar o seu sustento”, disse a coordenadora do IRPAMDEQ, Letícia Correia da Silva.


Além do incentivo à renda, cultivar uma horta é uma ótima terapia.


“É uma iniciativa importante por incentivar as pessoas a investir em economia solidária e na preservação ambiental, mas também fazer a educação. Atrelado a isso, consegue-se fazer com que as pessoas acometidas por hanseníase ou outras doenças possam se envolver em um trabalho, sintam-se úteis e esqueçam um pouco da dor, se apropriar de sua vida novamente”, disse Closeny Modesto, coordenadora da Rede Estadual de Enfrentamento à Hanseníase (REDE HANS-MT).



“Além de ajudar a nós mesmos, com a horta poderemos dividir com o próximo. Vamos trabalhando a mente e isso ajuda a quem tem ansiedade, depressão. Tudo isso vai sumindo à média que vamos plantando e vendo a plantação crescer e vamos nos alegrando e nos sentindo felizes também em contribuir com o meio ambiente”, disse a diarista Rosângela de Paula Ferreira, moradora do bairro Doutor Fábio, uma das beneficiárias.


“O projeto da horta é uma coisa diferente para incentivar as pessoas a saber mais sobre o cultivo. Pretendo fazer uma horta na minha casa para plantar para mim e para o próximo e economizar bastante. Não penso em vender, mas em ajudar o próximo”, disse a doméstica Liliana Correia da Silva, outra atendida pela ação.