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Edna critica prisão de militantes petistas: “Não podemos admitir uma polícia política”




A vereadora de Cuiabá, Edna Sampaio (PT) criticou, durante sessão ordinária desta terça-feira (13), a prisão de dois membros da juventude do Partido dos Trabalhadores, ocorrida ontem (12).



Ela classificou a ação policial como golpista e denunciou que os policiais estavam comendo e se confraternizando com os manifestantes anti-democráticos, que estão acampados em frente à 13ª Brigada do Exército Brasileiro, na Avenida Rubens de Mendonça.



O fato foi filmado pelo secretário da Juventude do PT, Denilson D’arc, e foi o motivo da prisão dele e da estudante Clarinda Castro, que o acompanhava.



Ambos foram detidos e levados ao Centro Integrado de Segurança e Cidadania (Cisc) do bairro Verdão, onde foram mantidos durante duas horas presos dentro de uma viatura e tiveram que permanecer até o final da noite, quando foram liberados após depoimento. A vereadora esteve na delegacia acompanhando a ocorrência.




“É um absurdo o que esse movimento criminoso tem feito, inclusive com as instituições das Forças Armadas, que carregam armas que significam a segurança de nosso povo, e foram completamente politizadas, arrastadas por uma visão perigosa”, disse ela, relatando que, por duas vezes, um assessor seu foi agredido verbalmente por estar vestido com símbolos do partido e de Lula, foi agredido verbalmente por policiais.




“Não podemos admitir, independente de ideologia, uma polícia política, que tem lado. O lado da Polícia é o do estado e temos que coibir os maus policiais, pois isso coloca em risco a todos nós, que vivemos em sociedade e precisamos de segurança pública cidadã, que não tenha vertente ideológica”, disse.



A parlamentar publicou em suas redes sociais uma nota de solidariedade aos estudantes. Ela opinou que a posição política da polícia ameaça a democracia,o direito de livre manifestação e a diversidade, e que isso não se pode admitir.


“Passei a minha vida fazendo a luta política e nunca vi policiais se entrelaçando,comendo, confraternizando com manifestantes. Como assim? Qual o papel da segurança pública? Exigimos uma polícia decente, composta por membros que saibam o seu papel, que é defender a cidadania e não se voltar contra o seu povo porque pensa diferente deles”, disse.




A vereadora também comentou os atos violentos ocorridos na noite desta segunda-feira em Brasília (DF), onde manifestantes pró-Bolsonaro incendiaram carros e ônibus, horas após a diplomação do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva.


“A democracia tem limites para essas manifestações e é um absurdo que as instituições continuem a tolerá-las”, afirmou.

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