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Edna comenta racismo contra Vini Jr: “Elite não aceita brilhantismo negro”



A vereadora Edna Sampaio (PT) comentou, nesta quinta-feira (25) os episódios de racismo que envolveram o jogador Vinícius Júnior, do time Real Madrid.


Ela observou que no atual contexto político, marcado pela ascensão da extrema-direita em várias partes do mundo, há uma exacerbação do racismo, e que a rejeição da elite branca ao brilhantismo do atleta é o motivo dos ataques que ele sofre.



“Não sou muito de futebol, não fui criada para gostar disso, mas sei muito bem o que significa ser atacada pela sua condição racial. Foi muito triste ver um estádio inteiro gritando para o jogador ‘macaco, macaco’ [...]. Existe uma supremacia branca que não aceita o brilhantismo das pessoas negras, a liderança dessas pessoas. O Vinícius Júnior será, provavelmente, ovacionado com um dos melhores jogadores do mundo e isso incomoda muita gente e é por isso que ele tem enfrentado sistematicamente o racismo”, disse a vereadora.



A parlamentar destacou que, para além das situações de injúria racial, o racismo faz parte da estrutura racial social e institucional, o que impede as pessoas negras de ocupar espaços de poder e saírem da condição de subalternidade. Ela também salientou que o racismo é mais evidente em relação a pessoas negras que se posicionam em favor da pauta racial.



“Ser negro, no Brasil e no mundo, não é simplesmente nascer com a pele escura. Nos tornamos negros à medida que percebemos as interdições feitas pela realidade social política, pelas instituições à condição e à presença das pessoas negras nos espaços.”, disse ela.


Para a vereadora, trata-se menos da cor da pele do que daquilo que se representa nos espaços institucionais. “ Uma pessoa negra que não discute a condição do povo negro não será vítima do racismo como uma pessoa que levanta a pauta negra e trata da desigualdade racial. Se aceitamos isso e fazemos o jogo de naturalizar a exclusão do povo negro nesses espaços, não teremos problema, pois o o sistema aceita pessoas negras desde que elas não se reconheçam como tal”, salientou.

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